sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SELFIE?




Dia desses vi uma moça sentada em um banco de uma praça, sozinha. Estava com um "pau de selfie", com o celular na ponta, tentando tirar uma foto de si mesma. Ela fez várias poses, tentou vários ângulos. Quando saí do local, ela ainda tentava encontrar o melhor jeito de fazer a imagem. Pareceu-me uma cena emblemática dos idos de 2000 e tanto: com a ajuda desses aparelhinhos ("que são sociais, antes de serem técnicos"), estamos nos colocando cada vez mais no centro de tudo. Não soa um pouco assim? Tenho que aparecer, tenho que mostrar, tenho que ser enquadrado no centro, tenho que fazer uma selfie por minuto. Agora há pouco, li uma matéria que relatava o problema de pessoas fazendo selfies em vestiários de academia: elas acabam expondo outras pessoas em momentos íntimos, gente pelada, se trocando etc. No texto, a frase: "As selfies talvez sejam apenas uma versão de comportamento em que a pessoa se considera o centro de tudo e deixa de levar em consideração o bem-estar do vizinho. Nas academias, os exemplos de egoísmo pululam." Será? É só uma provocação.

sábado, 19 de outubro de 2013

Transbordar

O que seria de mim sem aqueles essenciais?
Simplesmente teria que caber em mim mesma e não poderia transbordar
seria um recipiente sempre cheio demais, sem a possibilidade de vazar
um pouco dessa angústia e dessa alegria
dessa dor e desse prazer

talvez permaneceria sempre a mesma, caminhando eternamente na linha horizontal que não leva ninguém a lugar nenhum

agradeço sempre por existir o outro que aceita me ouvir
sorrir
chorar
deixar cair sobre ele cada gota que me inunda
transborda e renova
sentimentos, paixões - a própria vida
e seu excesso de sentidos

deve ser triste transbordar sozinho - os poetas talvez, já estejam acostumados

mas eu não sei transbordar só

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Oficina de Introdução ao Jornalismo na Casa de Cultura Digital de Campinas




Pessoal,
no dia 12 de outubro terá início a oficina de Introdução ao Jornalismo, composta por três encontros, que vão rolar na Casa de Cultura Digital de Campinas. 
Os interessados em participar podem se inscrever mandando um email para daniel@zazu.li =)
Segue abaixo o texto de divulgação:

Não há uma única história, ou apenas “os dois lados”: existem várias histórias, que coexistem, se complementam — e precisam ser contadas. A ideia da oficina é mostrar aos participantes os mecanismos e técnicas básicas de jornalismo, com foco em plataformas digitais, para que eles possam, mais do que dominar a habilidade de escrever textos noticiosos, refletir sobre o processo de produção de uma notícia e suas várias histórias.
Planejada no formato de três encontros, a oficina abordará conceitos básicos e técnicas de produção de pauta, apuração, redação e edição de textos, além da instrução de como utilizar ferramentas digitais de auxílio, como Google Docs e plataformas de publicação, Zazu.li e WordPress. Todas as aulas incluem exercícios práticos, e ao final da oficina cada aluno terá elaborado uma matéria, que será publicada no site de jornalismo Zazu.li.
A oficina terá uma cobertura jornalística feita pelos oficineiros: cada encontro será noticiado no Zazu.li, para divulgação da produção dos alunos na Casa de Cultura Digital de Campinas.
Encontro 1: O que é Jornalismo?
  • O que é Jornalismo?
  • Algumas definições sobre o papel e a função do jornalismo e do jornalista na sociedade
  • Debate com o vídeo Anúncio dos Três Porquinhos (a ser legendado), sobre a possibilidade de contar várias histórias
  • Técnicas básicas usadas pelo jornalismo para redação de textos
  • Texto noticioso
  • Lead, pirâmide invertida, linha fina, bigode/chapéu, título etc
  • Diferentes modalidades jornalísticas
  • Jornal impresso, portais de notícia, revista, blog e redes sociais
  • Exercício ->Elaborar uma nota jornalística com base em uma cena de filme
  • Exercício para o próximo encontro -> cada aluno pensará, em casa, em ideias de pautas, histórias que queiram contar, para a produção de uma matéria.
Encontro 2: Reunião de pauta/Entrevista com Vampiro
  • Reunião de Pauta
  • Discussão sobre valor notícia
  • Conceituar fontes e apuração
  • Apresentação de técnicas de entrevista
  • Exercício para o próximo encontro -> Realizar entrevistas e apurar informações para a pauta que propôs e que deverá ser transformada em matéria para ser publicada no site
Encontro 3 : Na redação: hora de escrever o texto/Edição e Publicação
  • Exercício com o material bruto que os alunos apuraram: turma separada em 5 grupos, cada um acompanhado por um oficineiro, que vai explicar como funciona o processo de elaboração do texto noticioso, com o material apurado em mãos. Os alunos escreverão suas matérias.
  • Ao longo do encontro serão trabalhadas as ferramentas que se mostrarem adequadas para lidar com o material proposto pelos alunos, como editores de texto, ferramentas de edição de vídeo e audio.
  • Edição
  • Noções básicas do que é edição de texto, uma das etapas do processo de produção de uma matéria.
  • Exercício -> Alunos compartilharão seus materiais no GDocs com uma dupla, para que esta edite seu texto e o adeque à publicação. Eles terão a percepção tanto de um editor quanto do repórter, que tem sua matéria editada.
  • Publicação: Os alunos receberão orientações de como subir seus materiais multimídia para espaços na rede, como Soundcloud e Vimeo/Youtube. Apresentaremos dois espaços de publicação (Zazu.li e WordPress) e acompanharemos o uso. Os alunos publicarão suas matérias. Tempo livre para dúvidas e questões que não foram cobertas durante a oficina

Responsáveis: Meghie Rodrigues (jornalista, mestranda no Labjor/Unicamp), Daniel Pires (historiador, mestrando no Labjor/Unicamp), Sarah Costa Schmidt (jornalista, mestranda no Labjor/Unicamp), Renato Salgado (historiador, mestre em Divulgação Científica e Cultural e doutorando no IEL/Unicamp) e Giselle Soares (jornalista e mestranda no Labjor/Unicamp)
Duração: 2h30 por encontro
Público: Qualquer pessoa interessada

Encontro: 3
  • 12/outubro, sábado, 9h-12h (pode ser alterada se for preferência do grupo)
  • 19/outubro, sábado, 9h-12h
  • 26/outubro, sábado, 9h-12h

Mais informações podem ser acessadas no site da casa, aqui

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Ser um analfabeto funcional em matemática não combina mais com a profissão de jornalista"


A frase acima foi dita pelo jornalista José Roberto de Toledo, coordenador do Estadão Dados, durante um bate-papo via Hangout sobre Jornalismo de Dados, que contou com a participação do professor Marcelo Träsel, da FAMECOS e mediação do professor Rosental Calmon Alves, do Knight Center for Journalism in the Americas.

Para os especialistas, até mais importante do que o jornalista dominar programação, é essencial que ele saiba interpretar dados para "entrevistá-los antes de entrevistar outras fontes" e mesmo para que o profissional de imprensa consiga extrair dessas informações todo o potencial possível. "A interpretação talvez seja a parte mais difícil do jornalismo de dados. Eu investiria em estatística, a alfabetização em matemática talvez seja o ponto principal desse tipo de jornalismo", afirmou Träsel, que faz um doutorado sobre o jornalismo de dados no Brasil. 

No entanto, os debatedores também ressaltaram a necessidade de que esse jornalista entenda o básico de programação, para que ele possa dialogar com programadores que venham integrar suas equipes, como é o caso da equipe do Estadão Dados, formada por jornalistas, um programador e um jornalista especialista em estatística. 

Confira o bate-papo na íntegra: